domingo, 23 de julho de 2017

Imagens de uma História

 Marcos do tempo que fizeram história, do passado e do presente, guardados na memória.

Cidália Rodrigues

Extratos de uma história

 

 

 

 

Extrato da história "Dos Franceses até à Guia - ao encontro da origem da Guia"



Foi com grande satisfação que em 2006 apresentei ao público o livro “Guia, uma história uma Identidade”, por ter deparado que não existia uma história escrita onde se pudesse encontrar alguma informação sobre a Guia.

Ao verificar que ainda havia muito para descrever sobre a nossa terra, registei na memória voltar ao assunto quando tivesse oportunidade. Quando tive conhecimento do nome de Franceses, fiquei interessada em desvendar este enigma, este foi o principal motivo porque agora venho revelar esta pequena história; por reconhecer que tem todo o interesse esclarecer o que encontrei. Cresci nesta terra e sempre senti curiosidade em saber mais sobre ela, por isso partilho esse gosto.

O trabalho que realizei naquela época, não me permitiu aprofundar mais sobre a história da Guia pela falta de conhecimentos e por falta de dados escritos. Não conhecia documentação onde pudesse ir mais longe, por isso, aquele pequeno trabalho apresentou algumas lacunas. Neste intervalo de tempo, resolvi dedicar as minhas horas de descanso, dos meus dias de férias, para me debruçar sobre o mesmo.

Frequentei o Arquivo da Universidade de Coimbra, o Arquivo Distrital de Leiria e consultei na Internet, onde encontrei documentos que me auxiliaram na obtenção de informação que me levou ao encontro da génese da Guia.

Não posso deixar de evocar que ao longo percurso deste estudo, encontrei preciosidades que me deixaram fascinada, levando-me a concluir que em 2020 a Imagem da Senhora da Guia fará 400 anos, e que sem elas seria impossível conhecermos a nossa história.

Assim, após o desbravar de livros sobre História de Portugal e sobre História da Evolução da População Portuguesa, assentos de baptismo das paróquias do Louriçal e Mata Mourisca e documentos antigos, entreguei-me ao registo por escrito do que encontrei e interpretei para complementar a história redigida anteriormente.

Estou certa de que, de forma simples e honesta contribuirei para que haja mais informação sobre Guia, e que a mesma permita o seu crescimento e a sua divulgação.


A autora


Cidália Rodrigues

Mora a saudade

Casas velhas
onde um dia morou muita gente
Espaços pequenos
guardam a história 
de muitos nascimentos
Hoje mora a saudade



Cidália Rodrigues

Novo dia



Seguia calma
Com a sombra como guia
Seguia à minha frente
A sombra que me acompanhava
Calma e leve seguia
Pelas ruas do meu dia
Ao vale me levava
A sombra que me fazia companhia
Claro dia
Manhã calma
Alma leve
Que sorria
Em alegria
Somava as horas do novo dia



Cidália Rodrigues

Contrastantes

contrastantes
os cheiros,
as cores do campo
frutos silvestres
saborosos
 frutuosos
são os frutos da estação
em pelo verão


Cidália Rodrigues

Manhã leve

Manhã leve
tão solene
tão breve
na pureza da vale
Natureza
Bela
Perfumada
Amada
Verdejante
momentos tão suaves
milagrosos
desejosos
do fresco ar da terra
Manhã leve


Cidália Rodrigues

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Reflexão

Nascemos para apreender a viver, em função das aprendizagem vem o conhecimento, na clivagem do conhecimento vem a sabedoria, a maior riqueza do ser humano é aquela que se atinge quando se chega à fase da sabedoria, limpou-se o que não interessa e ficou o mais amplo, o mais importante, viver em sabedoria só a maturidade nos traz esse saber enriquecedor, onde se vê a Vida com outros olhos, admiração, verdade, pureza, silêncio e paz. Porque quando chega o dia de viagem em que não há retorno reconhecemos que foi de grande valor termos passado por aqui.




Cidália Rodrigues

terça-feira, 18 de julho de 2017

Só o silêncio


Só o silêncio nos enche de Luz
Luz que amplia os nossos horizontes
o nosso ser, o nosso percurso
e nos enche de harmonia
 Só o silêncio nos erradia
fazendo de nós pessoas diferentes


Cidália Rodrigues

domingo, 16 de julho de 2017

A poupa



A poupa

Com o seu vestido trigueiro
Sua cabeça dourada
Toda ela se mostrava
Neste dia domingueiro
Elegante que ela vinha
Sua cauda em grande leque
Cheia de salamaleques
Ao muro alto subia
Para se recompor
Em voo louro
Se fez
À aventura do dia
A poupa
Que os meus olhos viram
Era uma poupa real
Que nunca vira às portas do quintal


Cidália Rodrigues

Mulher resiste



Roupa estendida no estendal
Roupa lavada
Lavada e seca
Depois de passada
Volta a ser usada
Trabalho de mulher
Já cansada
Vive em sonho de não fazer nada
após um dia de muito trabalho
Regressa a casa, fatigada
Arregaça as mangas
Lá vai ela,
Corta legumes
Para pôr na panela
Dá banho aos filhos
Dá-lhes carinhos
A sopa cozida
Os pratos na mesa
Serve a comida
Com delicadeza
Come apressada
Não lhe digam nada
Vai à janela
Olha p’ra rua
A noite chega
Lá vem hora de se deitar
Arruma a mesa
Os pratos lava
Pega nos filhos e na cama os põe
É longo o dia
É longa a semana
São assim os dias, meses e anos
Mulher resiste
Lá vai o sonho de não fazer nada
O livro que espera por não se ler
As páginas da vida que não se escrevem
Lá vem um dia em que diz
A vida é breve e tudo ficou
É fruto do tempo que não acabou
A vida é um sonho que mal se formou


Cidália Rodrigues

Ouriço

O pequenino ouriço
que à noite aparece

perfumado, tem um cheiro característico
da cidreira,

sai do seu esconderijo,

para se alimentar
come fruta que encontra
e dela faz o seu rico jantar
 é um belo exemplo para o nosso cear
comer fruta coisas leves
dá uma noite mais calma para se poder descansar


Cidália Rodrigues

Flores dos ribeiros



Flores do meu caminhar
São as que encontro quando vou passear
São as flores dos ribeiros
que nascem à beira dos caminhos
são brilhantes e vivas
 



Cidália Rodrigues