segunda-feira, 1 de maio de 2017

Brandura



P’ra brandura do teu ser
São as mãos que te afagam
o teu rosto macio e belo
é um composto de ternura
meiguice, paz e muito amor
é tudo o que precisas
Amor
é tudo o que conforta para abrandar a tua dor



Cidália Rodrigues

sábado, 29 de abril de 2017

São coisas singelas



Falo de coisas singelas
Que vou vendo pela janela
São coisas singelas
Mas belas
Quando olho para elas
Sou tal como elas
São as árvores
São as flores
São as nuvens
São o sol
São as casas coloridas dos pequenos caracóis
São os melros,
São as rolas
São as ervas daninhas
São as pétalas coloridas
As casas branquinhas
São as ruas em silêncio
São as horas que vou contando
Em papel e tinta fina
Onde vou pintado
Uma tela colorida



Cidália Rodrigues

Flor de dióspiro

Bela é flor

gostoso o seu fruto

surge nos finais de Setembro e permanece na árvore até Janeiro

Cidália Rodrigues

Amadas







 

 


Folhas nascidas
Ao céu viradas
Nas árvores cansadas
Amadas
São mãos ao céu erguidas
Pela vida




Cidália Rodrigues

Joaninha

Joaninha

Como o piolho nas folhas das faveiras 


Cidália Rodrigues

Riso solto



Ser infantil
Todos o somos
Na graça, na inocência
No riso solto
Na simplicidade

Quando tudo isto se perde
Foi porque a vida não foi leve



Cidália Rodrigues

terça-feira, 25 de abril de 2017

A água que corria



Senti o poema nascer
Na hora da sede em que bebia
A água corria e descia
E o poema crescia
Era a sede de engrandecer
De mais um novo dia que nascia
A água descia e corria
Leve, límpida
O novo dia nascia
Sem correntes nem entraves
Ao som das aves
Era a água que escrevia
Saída da nascente, fresca e leve corria



Cidália Rodrigues