terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sem óculos



Sem óculos

Meus olhos já cansados
Num corpo ainda activo
Vêem tudo tremido
Sem óculos não sou nada
Tudo é estranho e sem sentido
Todo o ritmo de uma vida
Se oculta
Numa visão distorcida
Que tristeza é a vida
Quando os olhos já cansados
Pouco avistam à distância
Quer à noite, quer de dia
Se os óculos não usar
É tudo estranho
As letras formam riscos
Desfocados e sem brilho
É como o dia sem luz
Sem sol e alegria


15 de Julho de 2015

Cidália Rodrigues

Entreguei-me à saudade


Entreguei-me à saudade por momentos
neles revivi as horas e os dias e os anos
em que vivi, junte a ti minha mãe,
Nestes ecos de saudade
te vejo na eternidade
entre estrelas e os anjos


Cidália Rodrigues

sábado, 12 de agosto de 2017

Seria belo e elegante



Belo é o mundo quando vestido de paz e luminosidade. As estrelas no horizonte e o sol todo formoso, que nascem para darem a todos o que há de mais distinto e precioso.
Vi chegar o novo dia, para uns de alegria, em família e amizade, para outros, o desprezo e a falsidade. 
Vi chegar o novo dia, para uns de sol brilhante para outros de sol triste e com nuvens escuras de maldade. Se não houvesse tanto egoísmo, seria tudo tão belo e elegante...




Cidália Rodrigues

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Dispersos



Dispersos
Os versos se soltam
Rimados, abertos
Soltos
Encantados
São salmos
Que saem do canto
Enquanto medito
A olhar as estrelas lá no infinito



Cidália Rodrigues

domingo, 6 de agosto de 2017

Dia de romaria





É dia da procissão
Senhora da Guia em romaria
O povo sai a rezar
Faz-se silêncio
Para ver a Santa a passar


Cidália Rodrigues


Rosa aveludada

Rosa aveludada
amada
tão bela
brilha de dia ao sol
brilha de noite ao luar
Rosada amada
Vermelha aveludada
Rosa encantada


Cidália Rodrigues


Combinação perfeita


Combinação perfeita
Oliveira e azeitona
Luz e paz
Milho verde
Que será pão 
alimento para a alma
e para o corpo


Cidália Rodrigues