quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O Homem



O Homem quando é novo
É glorioso, vive momentos admiráveis
É um herói, batem-lhe palmas,
Tem muitos amigos,
Tem uma alma enorme.
Vai envelhecendo,
Vai perdendo os amigos.
Envelhece, vive só,
Quando mais precisa,
Ninguém o conhece
Todos o esquecem.



Cidália Rodrigues

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Para meu pai



Fizera Deus
Nascer do teu sémen
E ter-me tornado
O Sol da tua vida.
Partiste era bem menina.
Sem teu colo cresci.
Cresci e hoje estou aqui
Lembrando-te.
Porque sem ti
Não teria nascido.
Todo o sentimento que tenho pela Vida a ti o devo .
Obrigada Pai, pelos genes que me destes,
Tua sensibilidade, o teu amor que em mim viveu
No teu caminho sigo os meus passos
Um dia no eterno te encontrarei
Naturalmente irei abraçar-te
Como nunca me lembro de o ter feito.
Obrigada Pai, sinto-me grata por ter vindo de ti.


Cidália Rodrigues

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A árvore



A árvore

Árvore sagrada
Que tocas com teus ramos o Céu
Tens pureza, tens agrado
Tua vida é a minha
Sem ti nada sou
Teu ar puro
Me faz ser digna
De ter a minha Vida
Sem ti não era nada
Cada ramo que te cortam
Me faz chorar
Porque me tiram o ar
Para que possa respirar



Cidália Rodrigues

Apenas um olhar



Olhar, saber olhar, é entrar num Mundo Maior, 

onde existe a Paz, onde existe o Amor, 

onde existe a leveza de um viver Maior.



Cidália Rodrigues

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Concerto de Verão




Era um concerto de Verão
quase no fim da estação estival.
Ouvia-se na praça as andorinhas
Com acordes de sinfonia
Que simbiose, que harmonia.
Tocavam os clarinetes, flautas, trompas, e trompetes,
Fagotes, bombo, violoncelo.
Sobre os plátanos cantavam as felizes andorinhas.
As gentes ali sentadas
Apenas escutavam os sons da sinfonia.
Só um ouvido muito atento
Sentia toda aquela melodia
as andorinhas que cantavam ao som da sinfonia.



Cidália Rodrigues