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sábado, 22 de abril de 2017

Entrei no mundo da poesia com cor




 Abril 2017

Entrei no mundo da poesia

Quando li a primeira lengalenga

Parecia coisa de léria

Mas falava coisa séria

Para uma criança aprender

Que há muitas formas de escrever

E com elas aprender

Que a vida é para valer

O quanto me admirei

Quando verifiquei

Que a poesia tem deslumbramento

Foi num certo momento

Quando a tristeza me invadiu

Que descobri

Que a poesia me faz bem

Senti o chamamento

Entreguei-me ao encanto

Quando estou em desalento

Escrever é o meu alimento

Elevo a minha voz

Ao mais profundo do meu ser

Ali encontro a minha paz

A paz que o mundo quer

Mas não sabe como aprouver

A minha alma fica serena

Clara e liberta

A palavra é coisa certa

Quando usada com suavidade

Traz longevidade

Alegria e dignidade

A poesia tem cor

Que se reflecte como o arco-íris

Tudo depende da hora

Dos dias da minha atenção

À voz do chamamento da emoção

Trazendo-me à visão

O sentido dos sentidos

Que se vêem na observação

Das sombras e cores da Natureza

Mãe de toda a dureza

E da pureza também

Se não fosse por minha mãe

Muita poesia não teria escrito

Agora tenho um diário bonito

Com poesia com cor

Onde falo da tristeza

Do amor e alegria

Do gosto e do desgosto

Tudo o que me apareceu no rosto

Esse diário tem luz

Claridade e pureza

Um dia virá a saudade

Dos dias da criação

Na poesia cresci

Como uma criança sem pão

Um dia talvez venha a razão

Serei então a poetisa

Que eternizou

Os dias grandes e pequenos

Ricos e pobres

E por muito que o diário seja enorme

Será um livro que não dorme





Cidália Rodrigues