domingo, 3 de julho de 2016
Mãe
Mãe
Todas as palavras que me ditas
São versos que vou escrevendo
E em que vou meditando
Enquanto te vou olhando
Com a cabeça descaída
E muito entristecida
Te encontro a meditar
Te olho com admiração
Procuro compreender o porquê do teu sofrer
São anos e anos acumulados
E tantas histórias passadas
Que teu rosto enrugado
Não nega o que tens passado
E nas palavras que me ditas
Eu vou anotando
O quanto a vida te deu
Mesmo com tanto sofrimento
Conseguiste vencer
E chegar a esta idade
Com garra e determinação
És uma lição de vida
Para a geração dos teus netos
Que tudo tiveram na vida
E que tu nada tiveste
Tens hoje o amparo
De quem se preocupa contigo
Que te dá tudo o que pedes
Sem qualquer troco ou exigência
E por isso Mãe,
Aqui apresento a minha Gratidão
Por ter tido como Mãe
Cidália Rodrigues
sábado, 2 de julho de 2016
Cantei
Cantei, cantei
Saudade
Cantei, cantei
A primavera
Esses tempos tão belos
Que foram de constante felicidade
Cantei, cantei
Uma canção de alegria
E que canto
Quando me lembro
Desses tempos inesquecíveis
Em que tudo foi doçura,
Cantei, cantei
Uma canção tão pura
Que me trouxe a doçura
Que eu tinha naquela idade
Cidália Rodrigues
Um dia fui a Sintra
Um dia fui a Sintra, subi à
Pena,
de lá vi a serra, e talvez o
mar,
As charretes e os cavalos.
Palácios e mais palácios
Por onde Eça passara e talvez
amara.
Eu tão pequenina…
Como se de fantasia eu vivesse…
O tempo era de primavera,
Como de primavera era o meu
tempo.
O meu sentido da ida
Foi levantar uns poemas,
Que por inocência fizera,
Para um caminho escolher.
Como se fosse esse o meu
destino
Escrever, escrever, escrever…
Já lá vá um quarto de século,
Continuo a pegar nas ideias,
Para tentar registar o que alguma
vez me ocorreu.
Se acaso, algum dia os meus
poemas vencer,
Poderei dizer, talvez, este foi
o meu crescer,
Porque minha vida engrandeceu!
Cidália Rodrigues
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Estas palavras
Estas palavras são de vento
São de mar
São silêncio
São ventura
São fortuna
Que à Vida dignifico
Mesmo que seja misteriosa
A Vida é formosa e doce
Mesmo com amargos de boca
Nas horas mais loucas
Enalteço a Vida sabendo que passa como o vento
E que um dia em Boa Hora me deixe
Cidália Rodrigues
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